A Treeal, plataforma de infraestrutura financeira para empresas, projeta fechar 2026 com R$ 100 milhões em receita e R$ 100 bilhões em volume transacionado. A companhia atribui a expansão à procura crescente por infraestrutura financeira no Brasil e aposta em um portfólio que reúne Banking as a Service (BaaS), Open Finance, API de Pix e autenticação por biometria da palma da mão.
O movimento acompanha a leitura da Associação Brasileira de Banking as a Service (ABBAAS). Para a entidade, o modelo ocupa cada vez mais espaço no sistema financeiro e deve se fortalecer nos próximos quatro anos, com a chegada de setores como indústria, distribuidores e o mercado B2B.
A tese da empresa é que pagamentos, contas e crédito passaram a fazer parte do modelo de negócio de companhias de fora do setor bancário. “Oferecer serviços financeiros deixou de ser uma exclusividade dos bancos. Empresas de diversos segmentos passaram a incorporar pagamentos, contas digitais, crédito e experiências financeiras aos seus modelos de negócio para gerar novas receitas, fortalecer o relacionamento com clientes e ganhar eficiência operacional. O negócio nasceu justamente para viabilizar essa transformação […]”, afirma João Santos, CEO e cofundador da Treeal.
Hoje, a companhia processa mais de 200 milhões de transações Pix por mês e, apenas em 2025, passou de R$ 68 bilhões movimentados pela sua API. Segundo a empresa, a infraestrutura comporta até 40 mil transações por minuto, atende mais de 25 milhões de requisições por dia e opera com 99,9% de disponibilidade. A Treeal também informa taxa de conversão acima de 90% no checkout.
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Do Pix à biometria palmar
Além do checkout, o catálogo inclui gateway de pagamento, adquirência, links de pagamento, Pix Cash-In, Pix Cash-Out e Pix Recorrente, entre outras ferramentas de gestão financeira. A proposta é permitir que marketplaces, fintechs, plataformas digitais, varejistas e companhias de outros setores acoplem serviços financeiros às próprias operações.
Entre os lançamentos mais recentes está o pagamento com autenticação pela leitura da palma da mão via Open Finance, que dispensa cartão, senha ou dispositivo físico. A verificação ocorre em milissegundos e, de acordo com a empresa, foi pensada para locais de grande fluxo, como eventos, varejo e transporte, com menor exposição a fraudes.
“Desenvolvemos um ecossistema financeiro completo e modular, capaz de acompanhar empresas em diferentes estágios de maturidade. O cliente pode contratar desde uma solução específica, como a API Pix, até uma infraestrutura completa de Banking as a Service […]”, diz Mario Cereda, CTO e cofundador da Treeal.
Emissora da UnionPay no Brasil
O plano de crescimento passa ainda pelo papel de emissora oficial da UnionPay no país. A bandeira, apresentada pela Treeal como a maior do mundo, está em mais de 180 países e soma mais de 9 bilhões de cartões emitidos. A parceria mira empresas de comércio internacional, turismo, marketplaces e operações globais que precisam processar transações dentro e fora do Brasil.
Fundada em 2020, a Treeal tem como fundadores João Santos, CEO com mais de 20 anos de experiência, e Mario Cereda, CTO com quase 30 anos no mercado de tecnologia. José Maria Zapata, CCO, completa a liderança, com atuação em compliance, segurança e operações.
“Acreditamos que o futuro dos negócios está na capacidade de integrar serviços financeiros à jornada dos clientes de forma simples, transparente e segura […]”, conclui João Santos.
O que observar
A projeção interessa a empresas que avaliam embutir pagamentos, contas e crédito em seus negócios e a concorrentes do segmento de infraestrutura financeira. Vale acompanhar se a Treeal confirma os R$ 100 milhões de receita e os R$ 100 bilhões transacionados até dezembro de 2026, como avança a adoção da biometria palmar via Open Finance e se indústria, distribuidores e o mercado B2B passam a contratar BaaS, como prevê a ABBAAS.