Sistemas de IA multiagente já aparecem em bancos e seguradoras, mas a coordenação em toda a organização segue rara. Em levantamento da Capgemini com 1.100 executivos do setor financeiro em 14 mercados, 59% das empresas testam ou usam a tecnologia em funções limitadas, e 10% dizem orquestrá-la na companhia inteira.
Capgemini · IA multiagente no setor financeiro
Muitas empresas testam, poucas chegam à organização inteira
Percentual das empresas financeiras, em pesquisa com 1.100 executivos de 14 mercados, junho e julho de 2026

Respostas dos executivos. O índice de maturidade é da consultoria. Fonte: Capgemini Research Institute (05/11/2026). Arte: Let’s Money.
O relatório anual da Capgemini sobre nuvem no setor financeiro saiu nesta quinta-feira (5), com questionário aplicado em junho e julho de 2026. A amostra reúne varejo bancário, gestão de patrimônio, pagamentos, banco corporativo e de investimento, seguro de bens e responsabilidade (P&C), seguro de vida e seguro saúde. O Brasil está entre os mercados ouvidos, e os percentuais são do conjunto global.
Pelo índice de maturidade da própria consultoria, que olha cinco dimensões, 5% das empresas ficam no topo. Nesse grupo, 51% coordenam agentes na companhia inteira, contra 8% do restante. Também embutem governança por aplicação automatizada ou policy-as-code em 94% dos casos, ante 43%, e 83% têm responsabilização por resultado institucionalizada ou otimizada, ante 25%.
Onde a IA multiagente deve entrar nos próximos 18 meses
No banco, a fila começa em atendimento e compliance; na seguradora, em sinistros e subscrição.
Bancos começam pelo atendimento; seguradoras, pelos sinistros
| Bancos | % | Seguradoras | % |
|---|---|---|---|
| Atendimento | 55% | Sinistros | 65% |
| KYC e compliance | 49% | Subscrição | 56% |
| Detecção de fraude | 43% | Atendimento | 43% |
| Decisão de crédito e subscrição | 35% | Detecção e prevenção de fraude | 36% |
| Relatórios regulatórios | 26% | Serviços de apólice | 28% |
Fluxos mais visados para execução multiagente nos próximos 18 meses. Fonte: Capgemini Research Institute
Na relação com o cliente, 76% dos executivos veem os agentes como peça-chave em até três anos. As jornadas mais citadas são serviços de conta (51%), originação de crédito e subscrição (50%) e recomendação de produtos (47%).
“O futuro está além dos agentes individuais, rumo a capacidades reutilizáveis que podem ser compostas, orquestradas e governadas em toda a empresa”, afirmou no relatório Rafael Cavalcanti, do Bradesco, integrante do comitê executivo que orientou o estudo.
Um trabalho anterior da consultoria, feito só no Brasil, mostrou que executivos veem valor da IA no Open Finance em recomendações.







