A B3 colocou no Trademate, sua plataforma eletrônica de negociação de renda fixa, uma nova funcionalidade que concentra em leilões a compra e venda de NTN-B, o título público atrelado à inflação. No primeiro mês de funcionamento, a ferramenta movimentou R$ 1,5 bilhão.
O efeito foi além do leilão. Depois do encerramento das sessões de call, os mesmos ativos somaram R$ 8,9 bilhões em operações ao longo do período. Para a bolsa, o número mostra que o mecanismo funcionou como catalisador de liquidez e de formação de preços para os vencimentos que participaram. Somados, os dois volumes passam de R$ 10 bilhões.
B3 · NTN-B no Trademate, primeiro mês
Leilão de NTN-B girou R$ 1,5 bi, e os mesmos títulos somaram R$ 8,9 bi fora dele
Volume negociado em reais no primeiro mês da funcionalidade

Dados divulgados pela B3. Fonte: B3 (20 de outubro de 2026). Arte: Let’s Money.
Compradores e vendedores na mesma janela
A ferramenta mira o mercado secundário, onde investidores negociam entre si papéis que o Tesouro Nacional já emitiu. Hoje, boa parte desses negócios acontece de forma dispersa ao longo do pregão, entre instituições diferentes e em momentos distintos. A ideia é juntar quem compra e quem vende em horários específicos do dia, concentrando as ordens para ampliar a liquidez disponível.
Com as ofertas reunidas numa mesma janela, sobe a chance de o negócio fechar, e os preços formados tendem a ser mais representativos para o mercado.
“O mercado secundário de títulos públicos ainda é bastante fragmentado. Quando conseguimos reunir compradores e vendedores em um mesmo momento, aumentamos a liquidez, facilitamos a execução dos negócios e melhoramos a formação de preços”, afirma Fernando Bianchini, superintendente de Produtos de Renda Fixa da B3.










