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InfraestruturaPagamentos · América Latina

Fintech Prometeo checa contas de banco em mais de 110 países

Pacote da Prometeo amplia a checagem de contas e cria consulta de risco sobre empresas e pessoas, já disponível no Brasil, Peru, Equador e Chile.

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· 3 min

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A Prometeo, fintech de infraestrutura para movimentação de dinheiro, ampliou a verificação de contas bancárias para mais de 110 países, espalhados por cinco continentes. O pacote, anunciado nesta terça-feira (29), também inclui uma consulta de risco sobre empresas e pessoas que já funciona no Brasil, no Peru, no Equador e no Chile.

As três frentes do pacote da Prometeo

Frente O que entrega
Cobertura ampliada Checagem de contas em mais de 110 países e cinco continentes
Risk Intelligence Dados reputacionais e regulatórios a partir de nome legal e Tax ID; hoje no Brasil, Peru, Equador e Chile, em expansão para Argentina, Colômbia, México e EUA
Account Verification V2 Fluxos configuráveis, resposta padronizada, rastreio por requisição, sandbox para sair da V1 e roteamento entre fontes

Comunicado da Prometeo. Fonte: Prometeo

Da conta válida à contraparte por trás dela

O argumento da empresa é que confirmar a existência da conta deixou de bastar para quem paga fora do próprio país. “Empresas que operam entre fronteiras precisam de mais do que uma checagem de conta básica, de sim ou não”, disse Ximena Aleman, cofundadora e co-CEO da Prometeo, em tradução livre. Segundo ela, o cliente quer saber se a conta é válida, se pertence a quem deveria e se a empresa ou a pessoa do outro lado é alguém com quem vale negociar.

É esse terceiro pedaço que o Risk Intelligence tenta cobrir. A partir do nome legal e do número de identificação fiscal, o serviço devolve dados organizados sobre situação jurídica da empresa, quadro de controle, sanções, alertas regulatórios, notícias negativas e registros societários. A Prometeo o oferece tanto como complemento da verificação de contas quanto como produto separado, voltado a cadastro de clientes e diligência (o chamado KYB, de conhecer o cliente empresarial). A própria empresa ressalva que a ferramenta soma às regras internas de compliance de quem contrata, sem substituí-las.

No lançamento, a consulta de risco cobre quatro mercados sul-americanos, entre eles o Brasil. Argentina, Colômbia, México e Estados Unidos aparecem como próximos destinos, sem data divulgada.

O motor refeito para volume alto

A terceira peça é a segunda versão do motor de validação, desenhada para cadastro de clientes, repasses e pagamentos em grande volume. Cada cliente define quais países, dados e métodos quer usar, como número da conta, nome do titular, documento e moeda, e pode receber a resposta na hora ou depois. Toda requisição ganha um identificador próprio, o que facilita rastrear falhas. Quando um provedor de dados cai, o roteamento desvia o pedido para outra fonte habilitada, reduzindo a dependência de um único fornecedor.

A empresa lista como público bancos, provedores de pagamento, casas de remessa e câmbio, marketplaces, times de tesouraria e agentes de IA, todos consumindo a mesma API com uma lógica única de validação entre mercados. O objetivo declarado é cortar recusas de pagamento que poderiam ser evitadas, conciliação feita à mão e atrito operacional antes de o dinheiro sair.

Outras empresas também trabalham na checagem prévia de quem recebe. A IPID, que confere quem recebe o dinheiro antes da transferência, teve aporte de Citi e HSBC, como o Let’s Money noticiou.

Nos EUA, Plaid e ID.me checam a conta antes de pagar benefícios.

O que observar

A pergunta central é se provedores de verificação conseguem manter a mesma qualidade de resposta em mais de uma centena de países, onde o acesso a dados bancários muda de um mercado para outro. Outra dúvida é quanto do resultado depende de provedores locais de dados, já que o próprio desenho com roteamento entre fontes existe para contornar quedas de fornecedor.

No Brasil, vale acompanhar como plataformas de pagamento internacional e empresas de remessa combinam consultas de risco de terceiros com as próprias regras de prevenção à lavagem de dinheiro, e se a checagem de contraparte antes do pagamento passa a ser exigência dos parceiros bancários ou segue como escolha comercial.

Fontes: Finextra • Prometeo • Let’s Money • Let’s Money

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