Ir para o conteúdo
Publicidade

Crédito ruralCrédito · Agronegócio

Crédito rural restrito faz produtor rever compra de máquinas

Vendas de máquinas agrícolas caíram 15,8% e as de colheitadeiras, 39,4%, até agosto; para a Maestria, o consórcio pode ajudar quem planeja a compra.

por

· 3 min

Rural
Shutterstock

O custo elevado do crédito e o endividamento do agronegócio estão pressionando as decisões de investimento no campo. De janeiro a agosto de 2026, as vendas internas de máquinas agrícolas caíram 15,8% no Brasil, enquanto as de colheitadeiras recuaram 39,4%, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

O cenário reforça a importância de avaliar alternativas de aquisição que permitam planejar a renovação dos equipamentos sem comprometer o caixa da propriedade. Com vendas de equipamentos em queda, o consórcio pode ajudar a planejar a modernização de propriedades rurais.

Anfavea · vendas internas no Brasil

Venda de colheitadeiras recua 39,4% de janeiro a agosto de 2026

Variação das vendas internas de máquinas agrícolas e de colheitadeiras, janeiro a agosto de 2026

Dados da Anfavea: de janeiro a agosto de 2026, as vendas internas de máquinas agrícolas caíram 15,8% no Brasil e as de colheitadeiras recuaram 39,4%.

Fonte: Anfavea (2026). Arte: Let’s Money.

Consórcio para quem planeja com antecedência

Nesse cenário, o consórcio pode ser uma alternativa para produtores que conseguem planejar a compra de tratores, colheitadeiras e implementos com antecedência. Cleber Gomes, CEO e cofundador da Maestria, empresa especializada em consórcios e soluções financeiras para o mercado B2B, destaca a importância de avaliar o prazo de aquisição, a capacidade de pagamento e as necessidades da operação antes de escolher a modalidade.

Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o segmento de veículos pesados, que inclui máquinas agrícolas, comercializou 124,69 mil cotas entre janeiro e agosto de 2026, e o número de participantes ativos foi de 936,38 mil.

“Quando o produtor consegue antecipar a necessidade de trocar uma máquina ou ampliar a operação, pode incluir essa compra no planejamento financeiro e avaliar diferentes formas de aquisição. O ponto central é entender o prazo do investimento e preservar recursos para as despesas da safra”, afirma Gomes.

Contemplação depende de sorteio ou lance

A modalidade, porém, não garante acesso imediato ao equipamento: a contemplação depende de sorteio ou lance, conforme as regras do grupo.

“Antes de contratar o consórcio, o produtor deve considerar o calendário agrícola, a capacidade de pagamento, os possíveis reajustes das parcelas e a taxa de administração. Para necessidades urgentes ou despesas correntes, como sementes, fertilizantes e combustível, o consórcio não substitui linhas de crédito específicas para custeio”, conclui o executivo.

A Maestria atua há 12 anos em consórcio e produtos financeiros no B2B, com mais de R$ 5 bilhões em vendas no mercado através de mais de 180 representantes associados.

O que observar

O tema interessa ao produtor que pretende trocar trator, colheitadeira ou implemento nas próximas safras e consegue esperar pela contemplação. Para custeio e compras urgentes, seguem valendo as linhas de crédito rural, como as do Plano Safra liberado por cooperativas. No consórcio, vale comparar taxa de administração, reajuste das parcelas e calendário agrícola antes de entrar num grupo, num mercado em que gestoras ampliam aportes em plataformas de consórcio digital.

Fontes: Let’s Money: Sicredi Dexis libera R$ 975 mi no Plano Safra, alta de 47,5% • Let’s Money: Patria amplia investimento no Klubi para mais de R$ 60 mi • Anfavea • ABAC

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasCrédito
Ver a editoria →

Mais artigos de Crédito →

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.