O custo elevado do crédito e o endividamento do agronegócio estão pressionando as decisões de investimento no campo. De janeiro a agosto de 2026, as vendas internas de máquinas agrícolas caíram 15,8% no Brasil, enquanto as de colheitadeiras recuaram 39,4%, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).
O cenário reforça a importância de avaliar alternativas de aquisição que permitam planejar a renovação dos equipamentos sem comprometer o caixa da propriedade. Com vendas de equipamentos em queda, o consórcio pode ajudar a planejar a modernização de propriedades rurais.
Anfavea · vendas internas no Brasil
Venda de colheitadeiras recua 39,4% de janeiro a agosto de 2026
Variação das vendas internas de máquinas agrícolas e de colheitadeiras, janeiro a agosto de 2026

Fonte: Anfavea (2026). Arte: Let’s Money.
Consórcio para quem planeja com antecedência
Nesse cenário, o consórcio pode ser uma alternativa para produtores que conseguem planejar a compra de tratores, colheitadeiras e implementos com antecedência. Cleber Gomes, CEO e cofundador da Maestria, empresa especializada em consórcios e soluções financeiras para o mercado B2B, destaca a importância de avaliar o prazo de aquisição, a capacidade de pagamento e as necessidades da operação antes de escolher a modalidade.
Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o segmento de veículos pesados, que inclui máquinas agrícolas, comercializou 124,69 mil cotas entre janeiro e agosto de 2026, e o número de participantes ativos foi de 936,38 mil.
“Quando o produtor consegue antecipar a necessidade de trocar uma máquina ou ampliar a operação, pode incluir essa compra no planejamento financeiro e avaliar diferentes formas de aquisição. O ponto central é entender o prazo do investimento e preservar recursos para as despesas da safra”, afirma Gomes.








