Ir para o conteúdo

StablecoinCripto · América Latina

9% das empresas de stablecoin latinas têm licença verificada

Relatório da Varys Capital e da Verda Ventures só conseguiu verificar licença ou registro de 46 das 532 empresas de stablecoin e pagamentos cripto da América Latina.

por

· 3 min

shutterstock 2474160703
Shutterstock

Das 532 empresas de stablecoin e de pagamentos com cripto que operam na América Latina, apenas 46 (9%) têm licença ou registro que pôde ser conferido em fonte pública de algum regulador. É o principal achado de LATAM: Beyond the Acronym, relatório de 70 páginas que a Varys Capital e a Verda Ventures acabam de publicar.

A contagem vem do Stablescape, base de dados mantida pela Verda que reúne mais de 6 mil empresas de stablecoin e de pagamentos com cripto no mundo. A tese do estudo é que investidores deveriam parar de tratar a América Latina como um mercado único.

O retrato do licenciamento na região

Indicador Número
Empresas de stablecoin e pagamentos com cripto na base Stablescape (mundo) Mais de 6 mil
Empresas que operam na América Latina 532
Com licença ou registro verificável em fonte pública de regulador 46 (9%)
Arquétipos de mercado identificados na região 4

Relatório LATAM: Beyond the Acronym, com dados do Stablescape. Fonte: Business Wire

Levantamento chega antes do prazo do BC

O número aparece pouco antes de 30 de outubro, data-limite para que prestadoras de serviços de ativos virtuais peçam autorização ao Banco Central. Pelo resumo da Notabene sobre a Resolução BCB 520, em vigor desde 2 de fevereiro de 2026, quem já atua no setor sem ser instituição regulada precisa pedir autorização para operar como SPSAV, e quem não cumprir o prazo terá de encerrar as atividades em até 30 dias.

A régua de entrada também subiu: o BC fixou capital mínimo de até R$ 37,2 milhões para operar com criptoativos no país, como mostrou a reportagem BC exige até R$ 37,2 mi e enxuga mercado cripto no Brasil.

Quatro mercados dentro de uma região

Segundo o relatório, a América Latina se divide em quatro arquétipos de mercado: Scale Markets, Stable Builders, Crisis Innovators e Frontier Markets (em tradução livre, mercados de escala, construtores estáveis, inovadores de crise e mercados de fronteira). Cada grupo é moldado por condições econômicas, regulação, infraestrutura financeira e adoção digital diferentes.

Para as autoras, a própria fragmentação funciona como sinal de investimento. Países vizinhos enfrentam problemas fundamentalmente diferentes e, por isso, produzem oportunidades também diferentes.

Stablecoin sai da especulação

O estudo aponta que as stablecoins estão passando da especulação para a infraestrutura financeira do dia a dia, com uso em poupança, pagamentos, remessas e gestão de tesouraria. Esse movimento aparece com mais força onde a instabilidade da moeda ou lacunas no acesso a bancos criam demanda por trilhos alternativos.

A oportunidade, de acordo com o documento, vai além dos ativos digitais e alcança pagamentos, crédito, tokenização, embedded finance, IA, energia, logística e identidade digital.

O que observar

Para empresas de stablecoin e de pagamentos com cripto que atuam no Brasil, o ponto a acompanhar é quantas vão protocolar o pedido de autorização no BC até 30 de outubro e quantas vão deixar o mercado. Para investidores, o relatório propõe avaliar cada país pelo seu arquétipo, e não a região como bloco. Vale observar se a fatia de empresas com licença verificável muda à medida que as regras de outros países da região avançam.

Fontes: Business Wire • Varys Capital: LATAM: Beyond the Acronym • Stablescape • Notabene • Let’s Money: BC exige até R$ 37,2 mi

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasCripto
Ver a editoria →

Mais artigos de Cripto →

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.