Vários grandes bancos do Japão acharam, até agosto, um número de vulnerabilidades de sistema equivalente ao dobro do patamar de 2025, de acordo com apuração do Nikkei Asia com fontes não identificadas. A contagem segue em alta e dá a primeira medida de como o setor financeiro japonês reage desde abril de 2026, quando a Anthropic apresentou o Claude Mythos.
O levantamento, publicado em português pelo Valor, não nomeia as instituições nem traz os totais em números absolutos. Também não esclarece se a base de comparação é o ano inteiro de 2025 ou o mesmo intervalo de janeiro a agosto, nem diz quantas dessas falhas apareceram com o uso do próprio Mythos. O pano de fundo descrito é o de modelos de IA capazes de localizar brechas muito mais depressa, o que obriga as empresas a fechá-las antes que alguém as explore.
Bancos do Japão e a IA de ponta em 2026
| Quando | O que aconteceu |
|---|---|
| Abril de 2026 | Anthropic anuncia o Claude Mythos |
| Maio de 2026 | Regulador financeiro japonês (FSA) pede defesas reforçadas e sugere avaliar suspensão voluntária de serviços críticos |
| Verão de 2026 | Principais bancos japoneses obtêm acesso ao Mythos |
| Até agosto de 2026 | Vulnerabilidades achadas em vários grandes bancos chegam ao dobro do nível do ano anterior |
| 29 de setembro | Christopher Waller, do Fed, alerta para a assimetria entre atacantes e defensores |
Marcos relatados na apuração do Nikkei Asia. Fonte: Valor
Acesso ao modelo veio depois de impasse nos EUA
Os maiores bancos japoneses passaram a ter acesso ao Mythos no verão do hemisfério norte. O acesso chegou a ficar em dúvida quando Washington determinou que a Anthropic tirasse o modelo do alcance de clientes fora do país, segundo o Nikkei. Em junho de 2026, o Departamento de Comércio americano ordenou o desligamento do Claude 5, ordem que abrangia o Mythos 5. Ainda de acordo com a apuração, as instituições vão estudar formas de empregar a ferramenta para encontrar fragilidades e aplicar correções (patches) no que for identificado.
A cobrança também parte do supervisor local. Em maio de 2026, a Financial Services Agency (FSA), regulador financeiro do Japão, pediu aos conglomerados que reforçassem as defesas, diante do risco de ofensivas turbinadas por IA. O órgão foi além e recomendou que o setor avalie, como alternativa, tirar do ar por conta própria serviços críticos, para conter o alastramento de estragos durante um ataque.
Em paralelo, a Financials ISAC Japan, entidade que reúne instituições financeiras para cooperar contra ataques cibernéticos, vem formulando propostas contra invasões a pedido da FSA e do Banco do Japão (BoJ). Pela descrição do Nikkei, esse material acaba tendo peso de orientação para os bancos.








