A Payfy, fintech de Santa Catarina que cuida de gastos corporativos e tem o Banco do Brasil entre os investidores, quer oito agentes de IA disponíveis para toda a sua base até dezembro de 2026. A empresa também projeta R$ 1 bilhão em volume na plataforma neste ano, segundo comunicado que a Exame recebeu em primeira mão.
O R$ 1 bilhão mede o dinheiro que circula pelo sistema, e não a receita da Payfy. Em 2023 eram 500 clientes corporativos; hoje são 1.700, um salto de 240%, e a plataforma processa 250 mil prestações de contas mensais, dados também publicados no próprio blog.
Payfy · base, uso e meta
Base de clientes cresceu 240% desde 2023, e a meta do ano é de volume, não de receita
Números informados pela empresa; o R$ 1 bilhão é projeção de volume, não faturamento

Fonte: dados da Payfy citados pela Exame. Arte: Let’s Money.
Da foto do recibo à sugestão de aprovação
A camada de IA, batizada de Payfy Intelligence, tem três frentes, e só o Scan já funciona: o funcionário fotografa o comprovante e a ferramenta extrai os dados do lançamento. Pelas contas da empresa, 87% desses registros dispensam ajuste humano antes de chegar ao gestor, e 93% das notas têm a conciliação concluída em no máximo dois dias. A Exame ressalva que a Payfy não detalhou a amostra nem o período dessas medições.
As outras duas frentes seguem em rollout. O Audit confronta cada gasto com a política interna do cliente e propõe regras com base nos padrões que encontra. O Review, olhando orçamento e histórico, sugere aprovar, recusar ou encaminhar o gasto a outro nível de análise, como apoio a quem aprova.
Como a Payfy divide os agentes de IA
| Modo | O que faz | Situação |
|---|---|---|
| Scan | Lê o comprovante enviado pelo app e preenche o registro | Já em operação |
| Audit | Confere a despesa contra a política de gastos e sugere regras | Em rollout |
| Review | Recomenda aprovar, recusar ou encaminhar a despesa | Em rollout |
Modos descritos pela empresa. Fontes: Exame e blog da Payfy
“Empresas ainda perdem dias fechando o mês porque o controle de despesas depende de digitação manual e conferência retroativa”, afirmou André Apollaro, cofundador e presidente executivo da Payfy, no comunicado. Para ele, a mudança está na rotina de quem aprova: “O gestor deixa de revisar lançamento por lançamento e passa a atuar só nas exceções”.









