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Gestão de despesasIA · Agentes de IA

Payfy, investida do BB, prevê 8 agentes de IA para despesas

A Payfy, investida do BB, prevê oito agentes de IA para toda a base até o fim de 2026 e projeta R$ 1 bilhão em volume na plataforma; já são 1.700 empresas clientes.

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· 4 min

Payfy
Payfy Foto: Reprodução

A Payfy, fintech de Santa Catarina que cuida de gastos corporativos e tem o Banco do Brasil entre os investidores, quer oito agentes de IA disponíveis para toda a sua base até dezembro de 2026. A empresa também projeta R$ 1 bilhão em volume na plataforma neste ano, segundo comunicado que a Exame recebeu em primeira mão.

O R$ 1 bilhão mede o dinheiro que circula pelo sistema, e não a receita da Payfy. Em 2023 eram 500 clientes corporativos; hoje são 1.700, um salto de 240%, e a plataforma processa 250 mil prestações de contas mensais, dados também publicados no próprio blog.

Payfy · base, uso e meta

Base de clientes cresceu 240% desde 2023, e a meta do ano é de volume, não de receita

Números informados pela empresa; o R$ 1 bilhão é projeção de volume, não faturamento

Números informados pela Payfy e citados pela Exame: a base passou de 500 empresas clientes em 2023 para 1.700 em 2026, alta de 240%; o sistema gerencia 250 mil prestações de contas por mês; e a empresa projeta movimentar R$ 1 bilhão na plataforma em 2026, valor que se refere a volume financeiro e não a faturamento.

Fonte: dados da Payfy citados pela Exame. Arte: Let’s Money.

Da foto do recibo à sugestão de aprovação

A camada de IA, batizada de Payfy Intelligence, tem três frentes, e só o Scan já funciona: o funcionário fotografa o comprovante e a ferramenta extrai os dados do lançamento. Pelas contas da empresa, 87% desses registros dispensam ajuste humano antes de chegar ao gestor, e 93% das notas têm a conciliação concluída em no máximo dois dias. A Exame ressalva que a Payfy não detalhou a amostra nem o período dessas medições.

As outras duas frentes seguem em rollout. O Audit confronta cada gasto com a política interna do cliente e propõe regras com base nos padrões que encontra. O Review, olhando orçamento e histórico, sugere aprovar, recusar ou encaminhar o gasto a outro nível de análise, como apoio a quem aprova.

Como a Payfy divide os agentes de IA

Modo O que faz Situação
Scan Lê o comprovante enviado pelo app e preenche o registro Já em operação
Audit Confere a despesa contra a política de gastos e sugere regras Em rollout
Review Recomenda aprovar, recusar ou encaminhar a despesa Em rollout

Modos descritos pela empresa. Fontes: Exame e blog da Payfy

“Empresas ainda perdem dias fechando o mês porque o controle de despesas depende de digitação manual e conferência retroativa”, afirmou André Apollaro, cofundador e presidente executivo da Payfy, no comunicado. Para ele, a mudança está na rotina de quem aprova: “O gestor deixa de revisar lançamento por lançamento e passa a atuar só nas exceções”.

Onde a Payfy fica entre os pares

O dinheiro do banco veio do BB Ventures, veículo de investimento em startups administrado pela gestora MSW Capital, que pôs R$ 4 milhões numa rodada seed da fintech, segundo o Startups. O banco já tem um segundo fundo, o BB Ventures II.

Em clientes, há par brasileiro em outra escala. A Paytrack, de Blumenau (SC), fechou 2024 com uma carteira acima de 7 mil clientes em atividade, conforme a Panrotas, contra as 1.700 empresas da Payfy hoje. A Flash vende o módulo de despesas e viagens ao lado dos benefícios, segundo a Bloomberg Línea, mas o total de 60 mil clientes que divulga cobre todos os produtos e não serve de régua.

Nos EUA, a referência mais próxima é o Policy Agent da Ramp, que vai além e aprova sozinho a despesa dentro da política e abaixo do limite de alçada. Pelos dados da Ramp, mais de 1.000 equipes financeiras deixaram de depender da revisão manual menos de seis meses após o lançamento, e os revisores passaram a olhar só 10% a 15% das transações.

O que observar

No modelo americano, o agente tira a maior parte das despesas da fila humana; no desenho anunciado agora, a etapa de decisão sugere e o gestor bate o martelo. Vale observar se plataformas brasileiras de gestão de despesas vão dar ao agente alçada para liberar sozinho gastos de baixo risco, e se as políticas dos clientes estão escritas de um jeito que um sistema consiga aplicar.

A outra questão é de medição: os índices de acerto divulgados são autodeclarados e a cifra de volume é meta. O teste será ver se os agentes chegam a toda a base no prazo e se o setor passa a publicar taxas de aprovação automática comparáveis às de fora.

Fontes: Exame • Payfy • Startups • Ramp • Panrotas • Bloomberg Línea

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