Ir para o conteúdo
Publicidade
Banner do BMP Fullbanking

Agentes de IAIA · Agentes de IA

Bank of New York avalia agentes de IA como funcionários

Quase 140 agentes do BNY têm login, supervisor e métricas num painel; nos EUA, a Finra já lista os riscos de agentes de IA.

por

· 3 min

shutterstock 2548129481
Piotr Swat / Shutterstock.com

O BNY (Bank of New York), banco mais antigo dos EUA, cobra desempenho de quase 140 agentes de inteligência artificial como cobra de seus empregados. Os “funcionários digitais” têm login, número no diretório interno e um supervisor humano que distribui tarefas e revisa entregas, segundo um estudo de caso da Microsoft retomado pela PYMNTS.

Na descrição da Microsoft, administrar esses agentes lembra mais um ciclo de avaliação de desempenho do que a operação de um software. No BNY, os gestores veem num painel em tempo real o volume processado, os tempos de ciclo, as transações perdidas e o desfecho das aprovações.

Uma tarefa por agente, 16 etapas de controle

Entre a ideia e um agente em produção, o BNY exige 16 etapas de comitês de revisão, barreiras de compliance e avaliação de risco de modelo. O banco movimenta US$ 2,5 trilhões em transações por dia, e um pagamento mal roteado pode travar uma transferência bilionária. É a mesma instituição que leva remessa bancária a carteiras digitais.

O agente de pagamentos ocupou o lugar de robôs de automação roteirizados que viviam quebrando. Mantê-los dava tanto trabalho que “os humanos estavam, na prática, fazendo dois trabalhos em vez de um”, disse Rachel Lewis, que lidera AI enablement na organização de operações do BNY, à Microsoft (em tradução livre).

O substituto lê o endereço do fornecedor numa ordem internacional, confere o código do país e entrega o pagamento para uma pessoa revisar. Segundo Lewis, validações que levavam até seis minutos saem em menos de 30 segundos, e as investigações de pagamento em aberto caíram quase 80%. A PYMNTS ressalva que os dois números são do próprio banco e não foram auditados.

BNY · funcionários digitais

Agente de pagamentos valida em menos de 30 segundos o que levava até seis minutos

Números informados pelo banco, sem auditoria

Números do BNY sobre seus funcionários digitais: quase 140 agentes de IA com login, número de funcionário e supervisor humano; o agente de pagamentos valida em menos de 30 segundos um pagamento internacional cuja validação levava até seis minutos; as investigações de pagamento em aberto caíram quase 80%. Os números são do próprio banco e não passaram por auditoria.

Tempos e queda nas investigações foram informados por Rachel Lewis, do BNY. Fonte: estudo de caso da Microsoft; PYMNTS (09/10/2026). Arte: Let’s Money.

Quando revisores passaram a devolver respostas do agente, por hábito antigo e não por erro dele, a equipe o retreinou como faria com um recém-contratado. Michelle O’Reilly, chefe de talentos do BNY, comanda a montagem de uma Digital Employee Agency, que escolhe entre pessoa, terceirizado ou agente para cada trabalho e vai cuidar da integração, das fichas de avaliação e, mais adiante, do desligamento dos agentes.

DBS, em Singapura, e o regulador das corretoras

O DBS, de Singapura, liberou em agosto agentes de crédito para cerca de 1.500 funcionários, depois de um piloto com 150 participantes, segundo comunicado do banco. Com mais de 70 tarefas, eles montam o primeiro rascunho do parecer de crédito de empresas clientes, trabalho que pode tomar até 40% do tempo de um gerente de relacionamento; a meta do banco é cortar esse tempo em pelo menos 30%. A ferramenta reúne “o conhecimento e a percepção dos nossos melhores gerentes de relacionamento e gerentes de risco de crédito”, disse Han Kwee Juan, chefe global de banco institucional do DBS (group head of institutional banking), em tradução livre.

Nos EUA, a Finra, autorreguladora das corretoras, incluiu no relatório anual de supervisão de 2026, publicado em dezembro de 2025, um trecho sobre agentes de IA. Entre os riscos, agir sem validação humana, ultrapassar a autoridade do usuário e tomar decisões difíceis de rastrear; entre as sugestões, registrar as ações dos agentes e limitar o que eles podem fazer.

O que observar

O modelo descrito no estudo trata o agente como uma vaga a preencher, com chefe, métricas e eventual desligamento. A pergunta é se essa camada de gestão vira prática comum em bancos grandes ou fica com quem sustenta uma trilha longa de aprovação. Vale ver se os ganhos, hoje autodeclarados, passam por verificação externa.

Em outras casas o impulso vem da base, como na corretora alemã cujos funcionários criam agentes de IA, modelo que põe à prova o rastreio que supervisores começam a listar.

Fontes: PYMNTS • Microsoft WorkLab • The Asian Banker (comunicado do DBS) • Finra

Compartilhar essa notícia

Let's News

Entenda o dinheiro antes do mercado.

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.

Mais notíciasIA
Ver a editoria →

Mais artigos de IA →

Let's News

Ao assinar, você concorda com a política de privacidade.

Sem spam. Cancele quando quiser.