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IA nos bancosIA · Bancos

Wells Fargo vê vendas nas agências subirem 31% com IA

A alta declarada vale para bancários licenciados das agências com apoio de IA, em produtos como contas e cartões; não há período nem base de comparação.

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· 3 min

O Wells Fargo diz ter visto as vendas dos seus bancários licenciados nas agências subirem 31% quando eles atendiam com apoio de inteligência artificial. Entram na conta itens como abertura de contas e emissão de cartões. O número foi passado pelo executivo que comanda a IA do banco americano à Fortune e repercutido pela Exame.

Wells Fargo · uso de IA no atendimento

O banco associa a IA a mais vendas nas agências e mais indicações a assessores

Números declarados pelo Wells Fargo, sem período nem base de comparação informados

Números declarados pelo Wells Fargo sobre o uso de inteligência artificial, segundo Saul Van Beurden à Fortune, citado pela Exame: alta de 31% nas vendas de produtos, como contas de depósito e cartões de crédito, entre bancários licenciados das agências quando apoiados por IA; as indicações de clientes para assessores de investimento apoiados por IA dobraram; e o Microsoft 365 Copilot foi liberado para 148 mil funcionários. O banco não informou período nem base de comparação.

Dados autodeclarados pelo banco. Fonte: Fortune; Exame. Arte: Let’s Money.

O que o banco declarou e o que ficou sem resposta

O dado é autodeclarado e vale só para os bancários licenciados das agências, ressalva que a própria Exame registra. Nenhuma das duas reportagens informa o período medido, quantas pessoas entraram na conta ou a base de comparação.

Quem deu os números foi Saul Van Beurden, Head of Artificial Intelligence e co-CEO of Consumer Banking and Lending do Wells Fargo, cargos que constam da biografia oficial dele no site do banco. Ele também contou que dobraram as indicações de clientes encaminhadas a assessores de investimento que trabalham com IA. Nos dois casos, a IA serve para preparar o atendimento.

Em outra frente, 148 mil funcionários ganharam acesso ao Microsoft 365 Copilot. A Fortune não diz se foi essa a ferramenta por trás do resultado nas agências.

Retorno financeiro como filtro de projeto

A régua interna para aprovar um uso de IA é o retorno. Pelo relato de Van Beurden, cada projeto precisa mostrar efeito em receita, produtividade, custo ou risco, e cada linha de negócio tem um responsável que acompanha o caso desde a ideia, passando pelo piloto, até a adoção ampla.

“Queremos dar a vocês as chaves dos casos de uso que vocês acham que precisam fazer, mas vocês precisam nos mostrar que esses são os casos de uso de maior impacto em termos de retorno sobre o investimento”, disse Van Beurden à Fortune, em tradução livre.

A cobrança ecoa a pesquisa do Gartner sobre quantos projetos de IA geram retorno nas empresas.

Os outros bancos da lista

Na classificação AIQ 75, tema da série da Fortune que trouxe o dado, o JPMorgan Chase aparece em primeiro e o Wells Fargo, na posição 53. Na mesma lista, o BNY relata uso frequente de IA por 70% do quadro e oferece formação em três níveis ao conjunto de 47 mil pessoas. No Capital One, segundo Prem Natarajan, os atendentes mexem em só um quinto do texto que a IA redige nos resumos de casos. Já o Bank of America espalhou o agente EricaAssist por um contingente superior a 18 mil atendentes, e a duração média das ligações caiu quase um minuto.

O Bank of America, que prevê dobrar o orçamento de IA em 2027, quer chegar a sistemas agênticos, que agem de forma autônoma, mas avança com cautela nessa etapa. Para a consultoria BCG, as instituições financeiras do mundo todo devem destinar 2% da receita à IA neste ano, mesmo nível das empresas de tecnologia.

O que observar

A primeira pergunta é de método. Sem período, grupo de comparação nem amostra, o 31% mostra uma associação declarada pelo banco entre IA e vendas; isolar o efeito da ferramenta pediria esses dados. Vale acompanhar se bancos de varejo passam a divulgar métricas desse tipo com grupo de controle, separando a tecnologia de fatores como campanhas comerciais.

A segunda é sobre o tipo de ganho. Nos casos descritos, a IA aparece em preparação de reuniões, resumos e atendimento, tarefas em que o funcionário revisa o que a máquina entrega. Para bancos de varejo e gestoras com redes de assessores, o teste será manter o mesmo controle de risco quando os assistentes derem lugar a agentes que executam etapas inteiras sozinhos.

Fontes: Exame • Fortune • Wells Fargo

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