A Luno, plataforma regulada de ativos digitais com atuação em vários mercados emergentes, comprou a GTXN, empresa de pagamentos internacionais do Quênia que também atua como gestora de fundos. Com a operação, anunciada em 22 de setembro, o grupo cripto passa a ter trilhos licenciados próprios para receber e enviar dinheiro de clientes corporativos entre países.
O que a Luno comprou
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Compradora | Luno, plataforma regulada de ativos digitais em mercados emergentes |
| Empresa comprada | GTXN, de pagamentos internacionais e gestão de fundos, no Quênia |
| Papel no grupo | Braço de pagamentos internacionais |
| Oferta a empresas | Coleta e pagamento entre mercados desenvolvidos e emergentes, em fluxo único de liquidação |
| Comando da GTXN | Dan Kleinbaum |
| Valor | Não informado no comunicado |
Comunicado da Luno sobre a compra. Fonte: Finextra
Um só provedor do começo ao fim
O desenho descrito pela Luno junta três peças que costumam ficar com empresas diferentes: a licença local, a infraestrutura de coleta e pagamento e a liquidez. A GTXN entra com as duas primeiras nos corredores que ligam economias ricas a emergentes. A Luno, que diz ter aprovações regulatórias nas suas regiões principais e liquidez profunda, cuida da terceira. Na prática, o cliente corporativo movimenta recursos por um único fornecedor, em trilhos que agora pertencem ao grupo, com a liquidação feita contra a liquidez da própria Luno.
O comunicado não informa quanto a transação custou. Também não detalha quais corredores a GTXN cobre hoje nem quantos clientes atende.
“Movimentar dinheiro entre mercados desenvolvidos e emergentes ainda é lento e caro demais, e nossos clientes sentem isso todos os dias”, disse James Lanigan, chief executive officer (CEO) da Luno. Segundo ele, a empresa passou anos conquistando licenças e confiança nessas rotas. “Os clientes passam a ter um único provedor para todo o fluxo, que é o que eles vinham nos pedindo”, afirmou, em tradução livre.








