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Nexa: 48% dos ouvidos apostam em crédito privado tokenizado

No Brazil Tokenization Report 2026, da Nexa, 48% dos entrevistados apontam o crédito privado como próximo produto a ganhar escala com a tokenização.

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· 4 min

A Nexa, plataforma de investimentos que combina blockchain e IA, lançou na terça-feira (22) o Brazil Tokenization Report 2026 (BTR), relatório sobre as tendências do mercado de tokenização e ativos digitais. Segundo dados proprietários do documento, 48% dos entrevistados apontam o crédito privado como o próximo produto a alcançar escala por meio da tokenização.

O percentual é mais que o dobro da segunda opção, títulos públicos e do Tesouro, com 20%. Nesta edição, o relatório também analisa o avanço do blockchain e da inteligência artificial (IA) em diferentes classes de ativos e segmentos do mercado financeiro.

O que o Brazil Tokenization Report 2026 aponta

Indicador Dado
Entrevistados que apontam o crédito privado como próximo produto a escalar com tokenização 48%
Segunda opção: títulos públicos e do Tesouro 20%
Fatia de crédito privado nos mais de R$ 10 bilhões tokenizados no país 88%
Bancos, alocadores e provedores de infraestrutura entrevistados com IA generativa em produção 78%

Fonte: Nexa, dados proprietários do Brazil Tokenization Report 2026 divulgados em 22/09/2026

Crédito privado e economia real à frente da tokenização

Além de indicar o produto, os entrevistados apontam qual setor deve gerar esse volume. “Além disso, 41% indicam a economia real, as empresas em geral, como o setor que vai gerar esse volume, à frente de agro (10%), infraestrutura (10%) e real estate (9%). O ponto de partida já está dado: 88% dos mais de R$ 10 bilhões tokenizados no país são crédito privado, cerca de R$ 7 bilhões distribuídos em sete classes de instrumentos”, explica Cecília Melo, coordenadora do BTR e sócia da Nexa.

A movimentação do mercado brasileiro está alinhada à tendência mundial: globalmente, já são US$ 7 bilhões em crédito privado tokenizado. Pelo relatório, o crédito privado se destaca entre as classes de ativos por reunir características que tornam a tokenização especialmente relevante.

“Por ser menos líquido e envolver processos mais manuais, investimentos pulverizados e não padronizados, o crédito privado apresenta uma estrutura na qual a tecnologia pode reduzir fricções relacionadas à liquidez, aos custos, padronização e à transparência”, completa Cecília.

Brasil se destaca na adoção de inteligência artificial

O relatório também destaca o avanço da IA no mercado financeiro e a crescente integração entre as duas tecnologias. No Brasil, os dados apontam uma adoção acelerada de IA, tanto entre empresas quanto dentro das instituições financeiras.

Pelos dados proprietários do BTR, 78% dos bancos, alocadores e provedores de infraestrutura entrevistados já têm IA generativa em produção, enquanto 35% já utilizam IA agêntica. As principais aplicações estão concentradas em inteligência de mercado (65%), compliance (56%), risco e fraude (54%) e análise de crédito (51%).

Esse avanço acompanha uma maior disposição dos brasileiros em relação à tecnologia. Levantamento da University of Melbourne e da KPMG revela que 60% dos brasileiros confiam em IA e 75% afirmam utilizá-la intencionalmente no trabalho, índices superiores à média global e aos registrados em economias avançadas, como Estados Unidos e Japão.

“Toda onda tecnológica mudou a forma como as pessoas investem: a tela eletrônica, o desktop, o home broker, a nuvem, o mobile. Cada uma ampliou o acesso; nenhuma mudou o produto. IA e blockchain são a primeira que muda o produto. A IA fornece a camada de inteligência: entende o objetivo, interpreta e decide. A blockchain fornece a camada de execução: emite, liquida e registra. Juntas, tornam possível a personalização em escala”, conclui Cecília.

Trilhos próprios e plataformas cripto que viram bancos

O BTR 2026 aborda ainda o crescimento dos ativos tokenizados, a construção de trilhos próprios de tokenização por instituições tradicionais, a transformação de plataformas cripto em bancos licenciados e outras inovações do setor. O relatório está disponível em braziltokenizationreport.com.

No mercado local, o Let’s Money mostrou que, com o Drex parado, B3 e Anbima tocam a tokenização, e que a CVM acelera a tokenização e prepara nova infraestrutura para o mercado de capitais.

O que observar

O relatório interessa principalmente a gestoras, securitizadoras, bancos e plataformas de investimento que estruturam ou distribuem crédito privado, além de family offices, consultorias e escritórios de assessoria que avaliam ativos tokenizados para seus clientes. Vale acompanhar se a preferência apontada pelos entrevistados aparece em novas emissões tokenizadas de crédito privado, em quais setores da economia real elas se concentram e como a combinação de IA e blockchain chega aos produtos oferecidos ao investidor.

Fontes: Nexa FinanceBrazil Tokenization ReportKPMG e University of MelbourneLet’s Money: Com Drex parado, B3 e Anbima tocam a tokenizaçãoLet’s Money: CVM acelera tokenização e prepara nova infraestrutura

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