Mais opções de pagamento, do lote ao instantâneo, não tiraram dos bancos as obrigações que vêm antes do envio. Em entrevista à PYMNTS, Nilesh Dusane, chefe global de pagamentos institucionais da AWS, afirmou que KYC, risco, tarifas e escolha do trilho continuam obrigatórios. Na leitura do veículo, quando o dinheiro precisa sair na hora, a janela para cumprir tudo isso fica mais curta.
O que o banco resolve antes de mover o dinheiro, segundo a AWS
| Etapa | O que envolve |
|---|---|
| KYC | Conhecer o cliente que dá a ordem |
| Instruções | Receber os dados da ordem de pagamento |
| Risco | Fazer a gestão de risco da transação |
| Tarifas | Calcular o custo do envio |
| Roteamento | Encaminhar pelo trilho adequado |
Etapas listadas por Nilesh Dusane, da AWS, em entrevista. Fonte: PYMNTS
Nem todo pagamento precisa do trilho mais rápido
A ordem pode chegar pelo internet banking, pelo aplicativo, por API ou até por um agente de inteligência artificial, e o banco tem mais de uma rota de saída, do lote ao instantâneo. “É preciso fazer o KYC [conheça seu cliente], é preciso receber as instruções de pagamento, é preciso fazer a gestão de risco, é preciso calcular as tarifas e, por fim, encaminhar o pagamento pelo trilho adequado”, disse o executivo.
Para a PYMNTS, transferência sem urgência pode dispensar o trilho instantâneo. Dusane deu um exemplo dos EUA: uma transferência pelo ACH (Automated Clearing House), a compensação em lote americana, que perde o horário de corte poderia ser desviada por uma camada de orquestração para o FedNow, desde que se enquadre nas regras.
O FedNow é o sistema instantâneo do Fed, que vai aceitar pagamentos internacionais.
Nas remessas entre países, entram ainda os dados de quem recebe, fusos e janelas de processamento. “Há certas coisas que um banco consegue fazer sozinho, mas há outras em que ele precisa depender do banco do beneficiário”, afirmou Dusane. Segundo ele, a validação de beneficiário não cobre o mundo todo: o fornecedor indicado para a Europa pode não ser o que atende bem o Japão.
Esse nicho de checagem atraiu grandes bancos: Citi e HSBC investem na IPID, que checa quem recebe dinheiro.








