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AntifraudeInternacional · Deutsche Bank

Deutsche Bank vai ampliar uso da IPID, que checa quem recebe

Banco alemão já usa parte do antifraude da IPID e planeja levar as soluções da empresa a toda a área de pagamentos, com checagem de destinatário e rota.

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· 3 min

O Deutsche Bank e a IPID, empresa especializada em conferir quem está do outro lado de uma transferência, anunciaram nesta segunda-feira (28) planos de uma parceria estratégica. O banco alemão, que hoje usa apenas parte das ferramentas antifraude da IPID, pretende ampliar o uso das soluções da empresa a todo o seu negócio global de pagamentos, somando checagem de destinatário e escolha de rota.

O que a parceria anunciada prevê

Item Segundo o comunicado
Ponto de partida Uso inicial de ferramentas selecionadas de prevenção a fraude da IPID
Plano Levar as soluções de inteligência de decisão da IPID a toda a área de pagamentos do banco
Produto novo Desenvolvimento conjunto de novas capacidades
Efeitos esperados para clientes Processamento mais rápido, detecção de fraude melhor, roteamento mais eficiente e mais certeza de que o dinheiro chega ao beneficiário pretendido
Não informado Prazo, valor do contrato e metas numéricas

Termos da parceria segundo o comunicado conjunto. Fonte: IPID

Do uso pontual à área inteira de pagamentos

Pelo texto divulgado pelas duas empresas, a relação já existe: o Deutsche Bank adotou, numa primeira etapa, recursos escolhidos da IPID voltados a barrar fraudes. O acordo anunciado prevê ampliar esse escopo para o conjunto do negócio de pagamentos do banco. As duas também devem desenvolver juntas funcionalidades novas. O comunicado, republicado pela Finextra, não traz cronograma de implantação nem valores.

Para os clientes do banco, a expectativa declarada envolve quatro frentes: operações processadas com mais agilidade, golpes identificados com mais precisão, rotas de pagamento mais eficientes e maior segurança de que o dinheiro cai na conta certa.

“Ao combinar a experiência global do Deutsche Bank em pagamentos com as capacidades de inteligência de decisão da IPID, poderemos ajudar os clientes a identificar riscos mais cedo, reduzir atrasos desnecessários nos pagamentos e movimentar dinheiro com mais eficiência”, disse Rachel Whelan, chefe de gestão de caixa corporativo para Ásia-Pacífico, Oriente Médio e África e chefe global de gestão de produtos de pagamentos e câmbio transacional do Deutsche Bank, em tradução livre.

O que a IPID vende aos bancos

Fundada por antigos executivos do Swift, a IPID construiu o negócio em torno de uma pergunta anterior à transferência: a conta indicada é mesmo do recebedor? Citi e HSBC estão entre os investidores estratégicos da companhia, que levantou US$ 16 milhões numa rodada Series A comandada pela Foundation Capital.

Hoje a IPID se apresenta como provedora de inteligência de decisão, uma camada que cruza sinais de verificação, fraude, compliance e otimização para orientar cada transferência. O argumento do comunicado é que pagamentos mais rápidos e fragmentados obrigam as instituições a resolver mais questões antes de liberar o dinheiro, de custo, experiência do cliente e rota a risco de golpe e exigência regulatória.

“A inteligência de decisão é para onde o setor caminha agora, dando aos bancos um sinal ao vivo sobre confiança e certeza, não apenas uma checagem estática”, disse Damien Dugauquier, cofundador e CEO da IPID, em tradução livre. Ele completou: “A adoção dessa camada pelo Deutsche Bank é um sinal forte de para onde a infraestrutura global de pagamentos está indo”.

O movimento se soma a outras apostas do grupo alemão em checagem automatizada. Numa frente paralela, a divisão de private banking adotou IA para verificar a procedência de fortunas na Ásia, com operação em Singapura e Hong Kong.

O que observar

Sem prazo nem metas no anúncio, a primeira pergunta é em que ritmo a expansão vai acontecer e se o banco vai divulgar indicadores, como queda de fraudes ou de pagamentos devolvidos. A promessa de rotear melhor cada operação depende desses números para ser avaliada.

A segunda é de mercado. Vale acompanhar se grandes bancos globais vão preferir contratar essa camada de fornecedores especializados, em vez de construí-la em casa, e se a checagem de destinatário, até aqui vendida como antifraude, passa a ser tratada como parte do próprio processamento do pagamento.

Fontes: Finextra • IPID • Let’s Money (Series A da IPID) • Let’s Money (KYC no private bank)

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