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TokenizaçãoInternacional · Europa

Spiko, emissora europeia de fundos em token, capta US$ 90 mi

Série B liderada pela NEA eleva o total captado a US$ 120 mi; a empresa diz ter US$ 2,7 bi em fundos de caixa tokenizados e mais de 10 mil usuários.

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A Spiko, empresa com sede em Londres e Paris que cria e distribui fundos de caixa regulados e tokenizados, fechou uma Série B de US$ 90 milhões liderada pela New Enterprise Associates (NEA). A rodada, anunciada nesta terça-feira (6), eleva a US$ 120 milhões o total já captado pela companhia.

Spiko · rodada e fundos

Série B de US$ 90 milhões chega com US$ 2,7 bilhões já aplicados nos fundos

Valores em dólares informados pela empresa

Números da Spiko: Série B de 90 milhões de dólares liderada pela New Enterprise Associates; total captado de 120 milhões de dólares, somadas todas as rodadas; e 2,7 bilhões de dólares sob gestão em fundos denominados em euro, dólar, libra e franco suíço.

Fonte: números da Spiko citados pela The Block (06/10/2026). Arte: Let’s Money.

A gestora de venture capital dividiu a rodada com Bpifrance, Shapers, Index Ventures, Blockwall, Speedinvest, EQNX, Wintermute Ventures, Frst, White Star Capital, Mirana Ventures e Flourish Ventures, segundo o comunicado da Spiko. Entre os investidores-anjo aparecem Axel Weber, ex-presidente do Bundesbank, o banco central alemão, e os fundadores da Qonto.

Caixa de empresa aplicado em cotas registradas em blockchain

O produto da Spiko são fundos de money market próprios. O cliente aplica pelo aplicativo web ou pelo celular, e instituições financeiras podem embutir esses fundos na própria oferta por meio de API. As cotas circulam em várias blockchains públicas, a mesma infraestrutura usada por stablecoins e contratos inteligentes.

Pela descrição da empresa, isso deixa o caixa programável: a tesouraria fixa regras para levar o excedente da operação aos fundos e reservar o dinheiro da folha de pagamento e de outros compromissos. Os saques já são instantâneos; o cálculo de juros em tempo real continua como promessa da empresa para breve.

“Nossa ambição é fazer todo o caixa render por padrão, 24 horas por dia”, afirmou Paul-Adrien Hyppolite, cofundador e CEO da Spiko, em tradução livre.

Os números que a Spiko apresenta

A companhia diz ter US$ 2,7 bilhões sob gestão, em fundos denominados em euro, dólar, libra esterlina e franco suíço, volume que, pelas contas dela, mais que quintuplicou em 12 meses. Os produtos, que estrearam há pouco mais de dois anos, têm hoje mais de 10 mil usuários entre empresas e pessoas físicas, em mais de 25 jurisdições.

Com base em dados da plataforma RWA.xyz, a Spiko afirma ter uma gama de fundos de caixa tokenizados maior que as da BlackRock e da Franklin Templeton. A The Block ressalva que a comparação mede apenas a posição entre emissores desse tipo de fundo, sem considerar o patrimônio total das duas gestoras.

Em outra frente da tokenização, a Ondo lançou carteiras em token único com modelo da BlackRock.

O dinheiro novo tem três destinos declarados: fundos inéditos, entrada em outros países e contratações, com equipes locais na Alemanha, Itália, Espanha, Holanda e países nórdicos. “Os fundos de money market são onde a confiança se conquista, e o mesmo modelo se estende naturalmente a novos mercados e novos produtos”, disse Philip Chopin, diretor-gerente e chefe da NEA para a Europa, em tradução livre.

Empresas de cripto também apostam nessa infraestrutura. A Ripple investiu em plataformas de fundos tokenizados no XRP Ledger.

O que observar

A tese depende de tesourarias corporativas aceitarem manter parte do caixa do dia a dia em cotas registradas em blockchain, e não em conta bancária. Vale acompanhar se as regras automáticas de resgate para folha e fornecedores ganham escala fora do público nativo de cripto, e se as plataformas financeiras que embutem fundos via API viram o principal canal de distribuição.

O outro teste é a remuneração contínua, ainda não entregue. Pela descrição da própria empresa, fundos de money market tradicionais funcionam em dias úteis. Se os juros calculados em tempo real saírem do papel, a pergunta passa a ser como reguladores europeus e administradores de fundos vão tratar um rendimento apurado fora do calendário bancário.

Fontes: The Block • Spiko • Let’s Money: Ondo lança carteiras em token único com modelo da BlackRock • Let’s Money: Ripple investe em plataforma de fundos tokenizados no XRP

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