A fintech australiana WeMoney abriu a bancos, credores não bancários e corretores o WeMoney Connect, serviço em que agentes de IA leem dados de open banking do solicitante e montam o dossiê do pedido de crédito. A oferta está em acesso antecipado limitado. A promessa é deixar o arquivo pronto para decisão em minutos depois que o cliente compartilha os dados.
Do consentimento ao dossiê: o fluxo do WeMoney Connect
| Etapa | O que acontece |
|---|---|
| 1. Consentimento | Solicitante autoriza no próprio banco, via Consumer Data Right; mais de 118 instituições numa jornada só |
| 2. Leitura | Renda, despesas e dívidas organizadas, cada número com sua origem |
| 3. Agentic Assess | Agentes de IA aplicam a política de crédito do próprio credor |
| 4. Decisão | O profissional de crédito recebe o dossiê e decide |
Descrição do serviço segundo a empresa. Fontes: Finextra e WeMoney
O agente monta o dossiê, o analista decide
O núcleo do produto é o Agentic Assess. Depois que o tomador libera os dados, os agentes leem as transações e aplicam a essas evidências a política de crédito da própria instituição. Na página do serviço, a WeMoney diz identificar mais de 372 mil comerciantes australianos e medir sinais de risco como apostas, crédito de curto prazo, compre agora, pague depois (BNPL) e pagamentos devolvidos, em janelas de 14 dias a 12 meses.
O alvo é o trabalho manual que hoje trava a mesa de crédito: cobrar documentos do cliente, bater renda com gastos, conferir dívidas já existentes e apurar extratos que podem ter sido adulterados. O fundador da empresa delimita o papel da máquina. “O Agentic Assess não substitui o profissional de crédito. Ele entrega um dossiê já trabalhado, com cada achado ligado à sua evidência, para que ele gaste o próprio julgamento na decisão”, afirmou Dan Jovevski, fundador da WeMoney, em tradução livre.
Parte do roteiro ainda não está pronta: a checagem automatizada e uma recomendação redigida pelo sistema aparecem no site do serviço como funções em construção.








