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Ebanx: Pix colombiano tem 83% dos adultos em 1 ano; Pix, 65%

Bre-B, sistema instantâneo da Colômbia lançado em outubro de 2025, tem 36 milhões de usuários ativos; o Pix levou quase três anos para chegar a 83%.

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· 4 min

Em doze meses de funcionamento, o Bre-B, sistema de pagamentos instantâneos da Colômbia apelidado de “Pix colombiano”, passou a ser usado por 83% da população adulta do país. O Pix brasileiro, no mesmo intervalo após a estreia, alcançava 65% dos adultos e precisou de quase três anos para bater os 83%, segundo levantamento do Ebanx publicado pelo Valor. A empresa participou do grupo consultivo montado para desenhar o sistema colombiano, e a análise, como publicada, não detalha o critério de usuário nem a base populacional usada em cada país.

O Ebanx, empresa de pagamentos voltada a mercados emergentes, cruzou dados dos bancos centrais dos dois países com estimativas de população adulta da ONU e do IBGE. Com base nisso, o Valor descreve o Bre-B como o sistema instantâneo que mais depressa ganhou usuários na América Latina no ano de estreia, mas a única comparação numérica publicada é com o Pix.

Bre-B e Pix: adesão no primeiro ano e perfil de uso

Indicador Bre-B (Colômbia) Pix (Brasil)
Adultos usuários 12 meses após o lançamento 83% 65%
Tempo para chegar a 83% dos adultos Primeiro ano de operação Quase três anos
Perfil das transações Cerca de 85% do volume entre pessoas Setembro de 2026: 46% de pessoas para empresas, 40% entre pessoas físicas

Análise do Ebanx com dados dos bancos centrais do Brasil e da Colômbia; perfil do Pix com dados do BC. Fonte: Valor Econômico

Como a Colômbia conectou redes que já existiam

A Colômbia já tinha transferências imediatas antes do Bre-B, só que espalhadas em redes privadas que não conversavam entre si, caso de Transfiya e EntreCuentas. O sistema novo amarrou essas estruturas em vez de erguer um trilho único do zero. “Uma grande diferença do Bre-B para o Pix é que eles não criaram um sistema totalmente novo”, disse Sebastian Fantini, do Ebanx.

Segundo Fantini, as conversas começaram em 2022, e o desenho absorveu lições do UPI indiano e do Pix. Do modelo brasileiro vieram o QR code, as chaves para identificar o usuário e os mecanismos de segurança. A meta, na descrição dele, lembrava a do Banco Central do Brasil: inclusão financeira, menos dinheiro vivo e mais formalidade na economia. Entre as empresas que já se ligaram à rede está a Abroad, cuja integração ao Bre-B o Let’s Money noticiou.

Usuários, chaves e o peso das transferências entre pessoas

Hoje o Bre-B soma 36 milhões de usuários ativos, dos quais 4 milhões são empresas e o restante, 32 milhões, consumidores. O número de chaves registradas chega a 115,6 milhões, acima do total de usuários porque cada pessoa pode cadastrar várias, como acontece no Pix. Por dia, a rede processa acima de oito milhões de operações, e o valor transferido desde outubro de 2025, quando o sistema estreou, se aproxima de US$ 80 bilhões.

O uso ainda pende para as transferências entre pessoas (P2P), com aproximadamente 85% do volume, enquanto de 12% a 15% do volume vem de consumidores pagando empresas. No Pix, a balança já virou: em setembro de 2026, pagamentos de pessoas a empresas responderam por 46% das transações, contra 40% das transferências de pessoa para pessoa, de acordo com números do BC.

A expansão acontece num país em que só 24% dos adultos têm cartão de crédito, conforme a Superintendencia Financiera de Colombia (SFC).

Para Fantini, a facilidade de uso foi o que mais pesou. “O fator-chave foi a experiência do usuário, garantir que ela seja muito fluida, muito simples”, afirmou. O Ebanx relata ainda o caso de um grande varejista online, não identificado, que liberou o Bre-B para 5% dos clientes e viu a conversão do checkout subir de 20% a 50%. Do lado dos compradores, 45% de quem optou pelo sistema nunca tinha feito pedido naquela loja.

O que observar

Com aproximadamente 85% do volume ainda entre pessoas, o ponto a monitorar no Bre-B é a adoção pelo comércio, no caixa e no checkout: se lojistas, gateways e adquirentes colombianos seguem o ritmo dos usuários, e se as funções previstas saem do papel: desembolso de subsídios, pagamento de impostos e de serviços públicos, transferências em lote para a folha e pagamentos recorrentes.

Fontes: Valor Econômico • Let’s Money: Abroad e Bre-B • Let’s Money: EBANX em mercados emergentes

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