Em doze meses de funcionamento, o Bre-B, sistema de pagamentos instantâneos da Colômbia apelidado de “Pix colombiano”, passou a ser usado por 83% da população adulta do país. O Pix brasileiro, no mesmo intervalo após a estreia, alcançava 65% dos adultos e precisou de quase três anos para bater os 83%, segundo levantamento do Ebanx publicado pelo Valor. A empresa participou do grupo consultivo montado para desenhar o sistema colombiano, e a análise, como publicada, não detalha o critério de usuário nem a base populacional usada em cada país.
O Ebanx, empresa de pagamentos voltada a mercados emergentes, cruzou dados dos bancos centrais dos dois países com estimativas de população adulta da ONU e do IBGE. Com base nisso, o Valor descreve o Bre-B como o sistema instantâneo que mais depressa ganhou usuários na América Latina no ano de estreia, mas a única comparação numérica publicada é com o Pix.
Bre-B e Pix: adesão no primeiro ano e perfil de uso
| Indicador | Bre-B (Colômbia) | Pix (Brasil) |
|---|---|---|
| Adultos usuários 12 meses após o lançamento | 83% | 65% |
| Tempo para chegar a 83% dos adultos | Primeiro ano de operação | Quase três anos |
| Perfil das transações | Cerca de 85% do volume entre pessoas | Setembro de 2026: 46% de pessoas para empresas, 40% entre pessoas físicas |
Análise do Ebanx com dados dos bancos centrais do Brasil e da Colômbia; perfil do Pix com dados do BC. Fonte: Valor Econômico
Como a Colômbia conectou redes que já existiam
A Colômbia já tinha transferências imediatas antes do Bre-B, só que espalhadas em redes privadas que não conversavam entre si, caso de Transfiya e EntreCuentas. O sistema novo amarrou essas estruturas em vez de erguer um trilho único do zero. “Uma grande diferença do Bre-B para o Pix é que eles não criaram um sistema totalmente novo”, disse Sebastian Fantini, do Ebanx.
Segundo Fantini, as conversas começaram em 2022, e o desenho absorveu lições do UPI indiano e do Pix. Do modelo brasileiro vieram o QR code, as chaves para identificar o usuário e os mecanismos de segurança. A meta, na descrição dele, lembrava a do Banco Central do Brasil: inclusão financeira, menos dinheiro vivo e mais formalidade na economia. Entre as empresas que já se ligaram à rede está a Abroad, cuja integração ao Bre-B o Let’s Money noticiou.








