Evento do Iniciador debate desafios e futuro do monitoramento no Open Finance
Especialistas discutem desafios operacionais, evolução do service desk e o papel estratégico do monitoramento para a confiabilidade do Open Finance no Brasil
Na última quarta-feira (1º), o Iniciador reuniu especialistas, executivos e profissionais do ecossistema financeiro para discutir um dos temas mais críticos para a evolução do Open Finance no Brasil: o monitoramento de serviços e a gestão de service desk. O encontro, intitulado “O Futuro do Monitoramento do Open Finance”, contou com a participação de Genaro Lins, diretor de Monitoramento do Open Finance Brasil, e atraiu dezenas de representantes de bancos, fintechs e instituições financeiras de diferentes regiões do país.
Em um cenário em que a interoperabilidade entre sistemas e a disponibilidade contínua de APIs são fundamentais, o monitoramento se consolida como um dos pilares para garantir a confiabilidade e a escalabilidade do Open Finance. Durante o evento, foram discutidos os principais desafios enfrentados atualmente pelo setor, como a complexidade na gestão de incidentes, a necessidade de padronização de processos e a crescente demanda por maior visibilidade operacional em tempo real.
Genaro Lins destacou a importância de evoluir continuamente as práticas de monitoramento para sustentar o crescimento do ecossistema. Segundo ele, o amadurecimento do Open Finance passa necessariamente por uma operação cada vez mais resiliente e coordenada entre os participantes.
Ao longo da conversa, também foi levantado que a experiência do usuário final está diretamente ligada à eficiência das estruturas de service desk. Falhas na comunicação entre instituições, tempos elevados de resposta e a falta de integração entre ferramentas ainda são obstáculos relevantes, especialmente à medida que o volume de transações e participantes continua a crescer.
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Nesse contexto, ganha força a discussão sobre a necessidade de soluções mais integradas, que combinem monitoramento técnico com gestão eficiente de incidentes e suporte. A tendência, segundo os participantes, é a adoção de plataformas que ofereçam visão ponta a ponta das operações, permitindo não apenas reagir a falhas, mas antecipá-las.
Para Gustavo Bresler, CPO do Iniciador, o momento exige uma abordagem mais estruturada e colaborativa entre os agentes do ecossistema. “O Open Finance trouxe um nível de interdependência sem precedentes entre instituições. Isso exige que o monitoramento deixe de ser apenas uma função técnica e passe a ser tratado como uma camada estratégica da operação. Quanto mais integrada e transparente for essa gestão, maior será a confiança no sistema como um todo”, afirma.
Organizador do encontro, o Iniciador vem se posicionando como uma infraestrutura completa para Open Finance, atuando em diferentes frentes que sustentam a operação das instituições, incluindo monitoramento e service desk. A proposta, no entanto, vai além da tecnologia: promover espaços de troca e alinhamento entre os participantes é visto como essencial para o avanço do ecossistema.
Uma iniciativa que se estende também à disponibilização da gravação do evento online, nesse link (https://form.typeform.com/to/MdsyuBk5), permitindo que as discussões sigam acessíveis a outros profissionais interessados no tema.
O evento reforçou que, à medida que o Open Finance evolui, a sofisticação das operações também cresce — e, com ela, a necessidade de ferramentas, processos e governança mais robustos. Mais do que um tema técnico, o monitoramento se consolida como um elemento central para garantir a estabilidade, a confiança e a expansão sustentável do sistema financeiro aberto no Brasil.