A Livelo, empresa de pontos controlada por Bradesco e Banco do Brasil por meio da EloPar, escolheu Carla Nesi para a presidência executiva. Ela é a primeira mulher no posto desde a criação da empresa, há dez anos, e chega a uma operação que quer reduzir para menos de 25%, até 2028, a fatia de pontos vinda dos dois sócios.
O Banco do Brasil comunicou ao mercado em 28 de outubro a renúncia de Carla Nesi, vice-presidente de negócios de varejo, que deixou a diretoria do banco naquela mesma semana. Segundo o Valor, ela soma mais de três décadas de carreira nos setores financeiro e corporativo, e a cadeira que ela ocupa era de André Fehlauer, hoje à frente da Gol, posto que assumiu em agosto de 2026.
A nova CEO já conhecia a casa por dentro: antes da nomeação, ela teve assento no conselho de administração da empresa, de acordo com a Exame. “Estou animada para conhecer ainda mais de perto o time, nossos parceiros e os clientes que fazem parte dessa história”, disse Carla Nesi, nova CEO da Livelo, em publicação no LinkedIn reproduzida pelo Startups.
Menos dependência de BB e Bradesco
A troca no topo encontra um programa bem menos preso aos acionistas do que no lançamento. No começo, BB e Bradesco respondiam por todos os pontos gerados; agora, a participação dos dois caiu para menos de 40%, e o plano é que fique abaixo de 25% dos pontos gerados até 2028.
Livelo · pontos gerados por BB e Bradesco
Os bancos sócios já respondem por menos de 40% dos pontos
Fatia dos pontos gerados que vem dos dois bancos acionistas

A barra tracejada é meta, não resultado. Fonte: Valor (30/10/2026). Arte: Let’s Money.
Do lado das instituições financeiras, a rede inclui nomes como XP, C6, BTG e Sicredi, entre outros. Em setembro, clientes Ultravioleta e Croma do Nubank passaram a transferir pontos para a Livelo.








